A certificação de carbono tinha um problema de conflito de interesses, então construímos um modelo que o resolveu.

As of 21st July, ERS has rebranded to Equitable Earth. All references to “ERS” refer to the standard body now operating under the Equitable Earth name.

Esta publicação é a tradução para o português do artigo original, em inglês, que pode ser encontrado no blog da Equitable Earth. Em caso de divergência entre o conteúdo em português e o conteúdo em inglês, a versão inglesa deverá prevalecer.
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Em resumo:
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  • A credibilidade depende não apenas de metodologias sólidas, mas dos incentivos e responsabilidades por trás da certificação.
  • Nossas taxas por hectare e por ano rompem o vínculo direto entre nossa receita e o número de créditos que um projeto recebe.
  • Calculamos as linhas de base e os volumes de emissão centralmente, com validação e verificação independentes, em vez de deixar esses cálculos a cargo do desenvolvedor do projeto.
  • Nós selecionamos, nomeamos e contratamos os auditores. Os desenvolvedores reembolsam o custo da auditoria, mas não escolhem seu próprio auditor.
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A Equitable Earth existe para apoiar projetos que entregam resultados duradouros para o clima, ecossistemas e meios de subsistência, criando um caminho confiável para que mais recursos financeiros sejam direcionados à proteção e restauração da natureza em larga escala.

Cumprir essa missão exige metodologias robustas, informadas por diversas perspectivas e pelo melhor da ciência e tecnologia disponíveis. Mas isso é apenas parte da resposta.

O mercado voluntário de carbono passou recentemente por um período de intenso escrutínio, o que levantou questões fundamentais sobre a qualidade dos créditos, definição de linhas de base, verificação e responsabilidade.

Esse escrutínio e essas questões fundamentaram a forma como projetamos o Programa Equitable Earth.

Olhando além das controvérsias individuais, examinamos os incentivos estruturais e a alocação de responsabilidades por trás delas. Quem se beneficia quando mais créditos são emitidos? Quem produz os cálculos que determinam a emissão? Quem nomeia o auditor responsável por verificá-los?

Nos sistemas legados, espera-se que as organizações gerenciem individualmente as tensões entre suas próprias responsabilidades e os incentivos comerciais.

Nosso modelo foi projetado para abordar essas tensões na fonte, eliminando três conflitos de interesse claros do modelo operacional.

Veja como abordamos cada um deles.
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01 - Rompendo o vínculo entre receita e emissão de créditos

As taxas de emissão por crédito vinculam diretamente a receita de um órgão normativo ao volume de créditos que ele emite. Isso cria uma tensão estrutural: o órgão responsável por controlar a emissão ganha mais à medida que a emissão aumenta, como pagar um examinador com base em quantos candidatos ele aprova.

Desde o início, sabíamos que precisávamos cobrar com base em hectares por ano, e não por crédito emitido. Nossa receita não aumenta porque um projeto recebe uma linha de base mais alta ou gera mais créditos. Crescemos e geramos receita apoiando mais hectares de conservação e restauração confiáveis em todo o mundo.
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02 - Contabilidade de carbono que é consistente e independente

A contabilidade de carbono determina quantos créditos um projeto pode emitir e, portanto, quanta receita ele gerará. No entanto, em muitos modelos convencionais, o desenvolvedor do projeto ou um consultor por ele nomeado produz os cálculos dos quais essa emissão depende.

A Equitable Earth separa a contabilidade de carbono do desenvolvimento do projeto.

Calculamos as linhas de base dos projetos e os volumes de emissão centralmente, usando uma abordagem padronizada, e um órgão independente de validação e verificação avalia esses cálculos. Isso reduz a discricionariedade em nível de projeto, melhora a consistência entre os projetos e atribui ao órgão normativo a responsabilidade clara pela reivindicação de carbono.

Sem a responsabilidade por cálculos complexos de mudança de biomassa, os desenvolvedores de projetos podem focar na implementação.
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03 - Mudando quem nomeia o auditor

Em muitos modelos legados, os desenvolvedores de projetos selecionam e contratam seu próprio auditor. Isso significa que a organização que busca a aprovação também controla a nomeação — e, potencialmente, os negócios futuros — da organização que a avalia.

Esse relacionamento pode criar um incentivo para satisfazer o cliente cujo projeto está sob análise. Mesmo quando uma auditoria é rigorosa, ela pode levantar questões sobre a independência do resultado.

Em nosso modelo, a Equitable Earth seleciona, nomeia e contrata o órgão de validação e verificação, adequando sua experiência aos requisitos do projeto. O desenvolvedor reembolsa o custo da auditoria, mas não controla a nomeação.
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Conclusão

Embora conflitos de interesse permaneçam enraizados em muitos dos modelos de crédito do mercado, estamos comprometidos em elevar o padrão. Isso exigiu mais do que escrever novas regras. Significou mudar quem as aplica, quem verifica os resultados e os incentivos que sustentam o sistema.

A certificação de carbono tinha um problema de conflito de interesses, então construímos um modelo que o resolveu.

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