Como a Equitable Earth aborda o desenvolvimento de mapas de risco para REDD+

As of 21st July, ERS has rebranded to Equitable Earth. All references to “ERS” refer to the standard body now operating under the Equitable Earth name.

Esta publicação é a tradução para o português do artigo original, em inglês, que pode ser encontrado no blog da Equitable Earth. Em caso de divergência entre o conteúdo em português e o conteúdo em inglês, a versão inglesa deverá prevalecer.

A Equitable Earth foi criada para viabilizar projetos que protegem e restauram o nosso planeta de forma equitativa.

Fomos pioneiros em um padrão que garante que projetos de carbono baseados na natureza gerem um impacto real e duradouro, e nosso programa sempre utilizará os avanços mais recentes em ciência e tecnologia para nos ajudar a alcançar esse objetivo.

O lançamento da nossa Metodologia de Conservação de Florestas Terrestres (M002) em 2025 trouxe uma abordagem nova e mais abrangente para o mapeamento de riscos florestais.

Desenvolvido ao longo de anos de pesquisa e aprimoramento, incluindo uma colaboração inicial com o Dr. James Ball, pesquisador de pós-doutorado líder em sensoriamento remoto para observação de florestas tropicais na Universidade de Cambridge, nosso Módulo de Alocação de Linha de Base está agora operacional e passou por uma revisão independente da Space Intelligence.

Ferramentas mais rápidas e precisas para proteger florestas em larga escala

Como o desmatamento e a degradação florestal continuam a acelerar globalmente sob dinâmicas complexas e em constante evolução, combatê-los em larga escala exige uma ação oportuna, utilizando as ferramentas certas.

Desenvolvedores de projetos, governos e investidores precisam saber onde as florestas estão mais ameaçadas, como esse risco evolui ao longo do tempo e quais intervenções podem gerar o maior impacto climático, ecológico e social. As classificações tradicionais binárias de “floresta/não floresta” não são suficientes: elas não conseguem contabilizar a degradação florestal gradual, mudanças sutis e perdas de biomassa que ocorrem sem o desmatamento total.

A M002 utiliza sensoriamento remoto avançado e aprendizado de máquina para monitorar mudanças quantitativas na Biomassa Acima do Solo (AGB) ao longo do tempo, permitindo-nos detectar tanto o desmatamento quanto a degradação. Essa abordagem em nível de pixel produz um mapa de risco dinâmico que destaca as áreas mais ameaçadas. Saiba mais sobre como esses mapas de risco são desenvolvidos e onde estão disponíveis hoje.

Passo 1: Definindo o Orçamento de Carbono

Antes de qualquer alocação específica para um projeto, determinamos um Nível de Referência Jurisdicional (JRL) com base nos últimos 10 anos de perda de biomassa em uma determinada jurisdição. O JRL define um orçamento de carbono fixo, estabelecendo a linha de base máxima disponível para alocação entre todos os projetos a cada ano e servindo como uma salvaguarda contra a emissão excessiva de créditos.

Passo 2: Construindo Mapas de Risco

Nosso modelo produz mapas de risco que preveem mudanças futuras na biomassa em toda a jurisdição, oferecendo uma visão detalhada de onde as florestas enfrentam as maiores ameaças. Ele é treinado com vários anos de dados sobre mudanças na biomassa e na cobertura do solo, utilizando conjuntos de dados de ponta fornecidos pela Chloris Geospatial e pelo Google Deepmind.

Passo 3: Alocação de linhas de base com base nos mapas de risco

As emissões de referência são alocadas em toda a jurisdição proporcionalmente ao risco de perda de biomassa ao nível do pixel. Os limites do projeto são então sobrepostos a este mapa de risco. Como resultado, os projetos em áreas com maior perda de biomassa prevista recebem linhas de base mais elevadas, incentivando a conservação onde ela é mais necessária. Ao alocar com base num risco independente e orientado pela ciência, em vez de alegações dos promotores, direcionamos o financiamento climático para as florestas sob maior ameaça.

Passo 4: Emissão de créditos com base no desempenho

Os projetos só recebem créditos se alcançarem reduções de carbono mensuráveis. Em vez de depender do desempenho autodeclarado pelo promotor do projeto, os resultados são verificados anualmente de forma independente pela Equitable Earth, utilizando os dados de satélite mais recentes.

Passo 5: Revisão e atualizações contínuas

Os mapas de risco são atualizados anualmente utilizando os dados mais recentes de satélite, biomassa e cobertura do solo, o que significa que os projetos nunca começam com um mapa de risco com mais de um ano. As linhas de base dos projetos são então atualizadas a cada cinco anos para refletir a evolução das condições florestais. Esta revisão contínua garante que os nossos mapas e alocações permanecem precisos, rigorosos e alinhados com os conhecimentos científicos mais recentes.

Onde atuamos

Atualmente, os mapas de risco M002 cobrem um número crescente de jurisdições, com mais a serem adicionadas nos próximos meses. Veja a lista completa de mapas de risco disponíveis aqui.

Saiba mais

A Equitable Earth está empenhada em melhorar continuamente a sua metodologia.

Para uma visão geral completa das melhorias planeadas, consulte o nosso documento de Melhorias Futuras.

Explore a metodologia M002 completa e toda a documentação de apoio, incluindo o Módulo de Definição de Linha de Base.

Se desejar saber mais sobre a nossa mais recente cobertura de mapeamento, entre em contacto através do info@eq-earth.com.